Chapa de Carlos Bolsonaro conta com outros dois nomes de fora do estado

A composição escolhida pelo Partido Liberal para a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado reacendeu o debate sobre representatividade política em Santa Catarina. Nenhum dos três integrantes da chapa nasceu no estado, embora dois deles tenham construído uma longa trajetória pessoal, religiosa ou política em território catarinense.

Natural de Resende, no Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro terá como primeiro suplente Rafael Caleffi, ex prefeito de São Lourenço do Oeste, nascido em Vitorino, no Paraná. O segundo suplente será o pastor Balduíno Rodrigues Ferreira, natural de Vacaria, no Rio Grande do Sul, e ligado à Igreja do Evangelho Quadrangular de Joinville. Os nomes foram confirmados durante a convenção estadual do PL.

Apesar das diferentes naturalidades, é importante fazer uma distinção. Caleffi construiu sua carreira política em Santa Catarina e administrou São Lourenço do Oeste. Balduíno também mantém atuação religiosa e pública no estado há anos. Carlos, por sua vez, exerceu sua carreira política no Rio de Janeiro antes de transferir o domicílio eleitoral para São José, em dezembro de 2025.

A legislação eleitoral não exige que o candidato tenha nascido no estado pelo qual pretende concorrer. Para disputar uma eleição, é necessário possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição e filiação partidária pelo período mínimo de seis meses. Nas eleições de 2026, o prazo terminou em 4 de abril.

A mudança eleitoral de Carlos chegou a ser questionada. Em julho, a Promotoria Eleitoral arquivou o procedimento que analisava sua transferência para Santa Catarina. O arquivamento encerrou aquela apuração, mas a regularidade definitiva da candidatura ainda depende do processo de registro perante a Justiça Eleitoral.

Politicamente, a chapa divide opiniões. Críticos consideram que a escolha reduz o espaço de lideranças nascidas e formadas politicamente no estado. Aliados respondem que naturalidade não define compromisso com Santa Catarina e destacam a atuação catarinense dos dois suplentes.

Analistas também relacionam a candidatura de Carlos a uma estratégia nacional do grupo político ligado ao ex presidente Jair Bolsonaro, voltada a ampliar sua bancada e influência no Senado. Essa leitura representa uma interpretação política divulgada pela imprensa, e não uma finalidade oficialmente comprovada da chapa.

A decisão final caberá aos eleitores catarinenses. Mais do que o local de nascimento, a campanha deverá colocar em discussão o conhecimento sobre o estado, as propostas apresentadas e a capacidade de representar seus municípios e regiões.

E você, considera mais importante a naturalidade do candidato ou sua trajetória e compromisso com Santa Catarina?

Fontes e créditos: informações apuradas com base em publicações do Tribunal Superior Eleitoral, Jornal Razão, NSC Total, OCP News, Upiara, Gazeta do Povo, Jota e Congresso em Foco. A pauta original sobre a composição dos suplentes foi divulgada pelo Jornal Razão.

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