Empresária Iara Hausmann é confirmada pré-candidata a deputada estadual pelo Podemos em Santa Catarina

O Podemos confirmou Iara Hausmann como pré-candidata a deputada estadual por Santa Catarina. Ela entra na disputa pelo caminho mais raro da política catarinense: nunca ocupou cargo público, não tem mandato e não carrega sobrenome que abra portas em Florianópolis. Nascida e criada em Blumenau, Iara é formada em Comércio Exterior, tem pós-graduação em Gestão Pública e atua como empresária. É casada e mãe de um menino de 12 anos.

Segundo ela, a trajetória política começou por irritação, não por projeto. Antes de qualquer legenda, veio o hábito de gravar vídeos comentando notícias, quase sempre no carro, quase sempre sem produção. A audiência cresceu sozinha até passar de 25 mil seguidores no Instagram e virou a base do que ela faz hoje. “Eu não venho de família de político. Não tenho padrinho e não tenho sobrenome tradicional. O que eu tenho é uma indignação que não passa. Chega uma hora em que reclamar dentro de casa não resolve mais nada”, desabafa.

O eixo do discurso é o custo de produzir e empregar em Santa Catarina. Iara defende redução de imposto e corte de burocracia para pequenos e médios negócios, e resume o problema em uma frase que repete há meses para quem a segue: a vaga de emprego morre antes de nascer, esmagada por tributos e por papeladas. Do outro lado da mesma conta, cobra fiscalização sobre o destino do dinheiro arrecadado, com foco em fraude em programas sociais, desperdício de emenda parlamentar e obra pública mal executada. Segurança pública e migração aparecem logo em seguida, e ela não foge do tema. “Não é fechar a porta para ninguém. É garantir que quem vem para Santa Catarina venha para trabalhar, com qualificação e ocupação definida”, opina. Na pauta que envolve a mulher, Iara se coloca abertamente contra o feminismo militante e contra a discussão de ideologia de gênero nas escolas. Defende o que chama de cuidado de verdade: gestante atendida na hora certa, segurança que funciona e família tratada como estrutura, não como problema a ser corrigido. “Menos Brasília, mais Santa Catarina. O catarinense paga uma das contas mais caras do país e recebe pouco de volta. Isso não é opinião, é conta”, diz.

Texto: assessoria de imprensa

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