A Argentina deu um passo ousado na economia e surpreendeu o mercado sul-americano: o governo do presidente Javier Milei anunciou a eliminação de impostos de importação sobre diversos produtos eletrônicos, incluindo celulares, notebooks, tablets e smart TVs. A medida já entrou em vigor parcialmente, com previsão de zerar totalmente os tributos até janeiro de 2026.
Segundo o Decreto 333/2025, o imposto de importação sobre celulares foi reduzido de 16% para 8% e será zerado no início do próximo ano. Já os impostos internos sobre eletrônicos caíram de 19% para 9,5%. Produtos fabricados na região de Tierra del Fuego, que tinham carga de 9,5%, agora estão isentos.
Queda de até 30% no valor final
A expectativa do governo é que os preços ao consumidor caiam entre 20% e 30% nos próximos meses. Para se ter uma ideia, o iPhone 16 Pro Max (256 GB), vendido atualmente por cerca de 2,1 milhões de pesos, poderá chegar a 1,7 milhão de pesos até janeiro — uma economia de quase R$ 1.500,00 no câmbio atual.
Além de tornar o acesso à tecnologia mais viável para os argentinos, a medida busca reduzir o contrabando e o mercado paralelo, ampliando o acesso legal a produtos de ponta.
Reflexo direto no turismo de compras: e os catarinenses?
Essa mudança deve impactar diretamente o fluxo de turismo e consumo na região sul do Brasil. Em especial, no litoral catarinense, onde muitos moradores e comerciantes já estão acostumados a cruzar a fronteira em busca de melhores preços, principalmente no Paraguai, em cidades como Ciudad del Este.
E agora?
Analistas sugerem cautela. A redução dos preços será gradual e ainda depende de fatores como a cotação do dólar, reposição de estoques e reajustes da indústria local. Contudo, o movimento é claro: a Argentina quer se tornar o novo centro de compras tecnológicas da América do Sul.
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